Professora da Unicentro figura em ranking de pesquisadores mais influentes do mundo

Na última classificação do periódico Plos Biology Journal, um dos nomes em destaque na lista de principais cientistas na área das Ciências Biológicas foi o da professora Rubiana Mara Mainardes, do Departamento de Farmácia

O trabalho desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) é referência dentro e fora da comunidade acadêmica. Prova disso é o estudo publicado pelo periódico Plos Biology Journal, que traz o ranking dos pesquisadores mais influentes do mundo. Na última classificação, um dos nomes em destaque na lista de principais cientistas na área das Ciências Biológicas foi o da professora Rubiana Mara Mainardes, do Departamento de Farmácia.

O ranking, como explica a professora, é elaborado a partir da análise de parâmetros relacionados à publicação científica internacional do pesquisador. “Foi uma pesquisa feita por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e para esse estudo eles utilizaram a métrica das citações dos artigos científicos do pesquisador contidas em uma base de dados, que é a base da Scopus, que é uma base Internacional. Então, eles atualizaram a posição dos cientistas em dois principais rankings. Um seria o impacto da pesquisa ao longo da carreira, relacionado com o número de citações dos artigos científicos; e, o outro ranking, seria o impacto das citações do pesquisador em um único ano, nesse caso, o ano de 2019”, elucida Rubiana.

De acordo com a professora, o trabalho desenvolvido por ela é voltado à nanotecnologia farmacêutica, que é a aplicação da nanotecnologia no desenvolvimento de medicamentos. Atualmente, explica, sua principal linha de pesquisa é o desenvolvimento de nanofármacos que possam ser direcionados para o sistema nervoso central, com o objetivo de obter uma ação mais localizada no cérebro, com menos efeitos colaterais e com menor toxicidade. “Eu trabalho com algumas moléculas que têm mostrado grande potencial para o tratamento de doenças, como tumores cerebrais e doenças neurodegenerativas – como Parkinson e Alzheimer. A nanoestruturação desses compostos é uma ferramenta muito eficaz para se conseguir esses objetivos. Os nossos estudos estão em uma fase pré-clínica, ou seja, ainda na fase de testes em animais de laboratório, em ratos, mas os resultados que temos já se mostram bastante promissores no sentido de conseguir direcionar essas nanoestruturas para o sistema nervoso central”, detalha.

INEDITISMO
A professora Rubiana ainda destaca que essa foi a primeira vez que teve o nome na lista dos pesquisadores mais influentes do mundo. Além dela, outros 16 pesquisadores de universidades estaduais do Paraná também aparecem na classificação. “Fico muito feliz em fazer parte dessa lista e também muito feliz em levar o nome da Unicentro, a instituição que me acolheu e que me apoia nas pesquisas científicas, para as esferas internacionais”.

Para a professora, é esse retorno à sociedade o grande incentivo para a continuidade do trabalho de pesquisa. “Todo reconhecimento é um incentivo para a continuidade do trabalho e da pesquisa. Mas não se trabalha na pesquisa científica em busca de um reconhecimento, mas sim em busca de resultados que um dia possam chegar a sociedade, que possam ter utilidade pública – como o meu caso, o meu objetivo seria que as minhas pesquisas gerassem medicamentos inovadores, medicamentos mais eficazes e que a população tivesse acesso a isso”, finaliza.

**********Texto: Coorc, com edição

error: O conteúdo é de exclusividade do Correio do Cidadão.