IAT alerta que Rio São João segue impróprio para banho e pesca

Aglomeração de pessoas foram identificadas na altura do km 679 do Rio, na BR-376. Além do risco de proliferação do Covid-19, o local recebe um trabalho de revitalização devido a um acidente ambiental em fevereiro deste ano

O Rio São João, às margens da Rodovia BR-376 e na altura do km 679 (sentido Sul), não deve ser utilizado como espaço de lazer, recreação e pesca. A orientação é do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest).

A BR-376 dá acesso aos municípios de Garuva (SC) e Guaratuba (PR) e tem fácil acesso ao São João. O rio está impróprio para as atividades citadas devido ao acidente ambiental em fevereiro deste ano, quando um caminhão carregado com a substância química Tanalith 60% CCA-C (inseticida e fungicida), tombou na lateral da pista de rodagem e derramou parte do produto transportado. Ele escorreu pela canaleta das águas pluviais até atingir um córrego, afluente do Rio São João.

A empresa responsável pelo acidente ainda trabalha na eliminação total da substância para garantir a qualidade da água e segurança da fauna local. “As atividades de lazer e de pesca no local não devem ser realizadas porque os trabalhos de saneamento do Rio e de seus afluentes, afetados pelo acidente ambiental, levam tempo para serem concluídos. Com isso, existem riscos à saúde humana e animal”, afirma o técnico responsável pela Coordenação Estadual de Acidentes Ambientais do IAT, José Adailton Caetano.

A determinação também está decretada na Portaria IAT nº 61/2021, que proíbe o uso e consumo da água do Rio São João para recreação, pesca, saciar a sede de animais, irrigação e atividades correlatas à pandemia do Covid-19.

“A orientação é que as pessoas respeitem as regras sanitárias impostas pelas autoridades de saúde e evitem aglomeração no local. E respeitem também o trabalho do IAT, que atua na melhoria da qualidade do rio junto à empresa responsável pelo acidente”, afirma Caetano.

De acordo com a gerente da Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual de Guaratuba, Celia Rocha, existem relatos e imagens que mostram pessoas frequentando o local, mesmo com placa indicativa de proibição.

“Tivemos informações que pessoas têm frequentado o Rio São João para pesca, o que é inadmissível, pois coloca em risco a saúde de todos que consomem os peixes”, afirma. “Na composição do Tanalith 60% CCA-C, existem elementos químicos como Arsênio, Cromo e Cobre, que são altamente tóxicos e acumulativos na cadeia trófica”.

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