Em 31 anos de história, Instituto Dom Bosco atendeu mais de 10 mil jovens

Segundo o coordenador administrativo Gabriel Santos de Paula, em entrevista ao CORREIO, o legado deixado por Dom Bosco ainda permanece, que é fazer bons cristãos e honestos cidadãos

O Instituto Dom Bosco é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que atende a comunidade de Guarapuava há 31 anos. Localizada no bairro Vila Carli, a instituição trabalha com adolescentes e jovens carentes desenvolvendo diversos projetos recreativos.

Em entrevista ao CORREIO, o coordenador administrativo Gabriel Santos de Paula destaca que o instituto atende Guarapuava como um todo e que estudantes de vários bairros participam da instituição.

“Assistimos aos bairros próximos da Vila Carli, como o Paz e Bem e o Jardim das Américas. Porém, também os bairros distantes de nós: Residencial 2000, o Industrial e o bairro Primavera, por exemplo. Sem contar que temos alunos que vem de Entre Rios”, conta.

Gabriel lembra também das atividades que são ofertadas dentro do Instituto Dom Bosco e que com elas muitos jovens ganham grandes oportunidades de trabalho.

“Hoje ofertamos atividades de informática, desenvolvimento pessoal, comunicação e inovação empreendedora. Basicamente, são áreas que estão dentro do mercado de trabalho e que ajudam eles a desenvolverem muitas habilidades”, explica.

Além de trazer a religiosidade para dentro da sala de aula, o coordenador administrativo ressalta que há uma formação profissional e pessoal dos jovens atendidos.

“Formamos eles para o mercado de trabalho e para a vida. Tanto que nosso lema é ‘bons cristãos e honestos cidadãos’. Dessa forma, ajudamos eles a entenderem o que eles pretendem para o futuro e o papel deles dentro da sociedade”, salienta Gabriel.

De Paula afirma ainda que uma média de 50 jovens do instituto estão inseridos no programa Jovem Aprendiz em, aproximadamente, 26 empresas de Guarapuava, e que de 10 mil a 12 mil foram atendidos pela instituição.

“Nosso trabalho é a busca de um cuidado e a acolhida dos jovens do jeito que eles se apresentam. Ajudando eles a lidarem com a fome, a falta de emprego na família, muitos têm os pais separados também. Então, esses são alguns dos problemas que ajudamos eles, conseguindo fazer encontrarem uma luz no fim do túnel”, reitera.

Registro antes da pandemia. Além de trazer a religiosidade para dentro da sala de aula, há uma formação profissional e pessoal dos jovens atendidos (Foto: Arquivo/Assessoria)

RELATO
Gabriel também é um egresso do Instituto Dom Bosco. Para ele, a partir do momento que entrou na entidade, as transformações e ações na sua vida já aconteceram.

“Aqui eu aprendi a ser e viver. Eu fui aluno daqui e consegui driblar todas as dificuldades que a vida me apresentava. E, a partir daqui, eu tive todas as oportunidades profissionais e a instituição me deu todo o amparo para eu crescer profissionalmente”, lembra.

Presente em mais de 130 países, a instituição, além de atender jovens e adolescentes, também auxilia adultos e idosos. De Paula reafirma que após sair do Jovem Aprendiz, proporcionado pelo instituto, voltou à entidade para trabalhar.

“Em 2016, recebi o convite para retornar para o Instituto Dom Bosco como educador, em 2019 passei a ser coordenador do programa Jovem Aprendiz e, em 2020, me tornei coordenador administrativo. Foi um desafio que eu aceitei e que a instituição me trouxe uma ótima bagagem”, ressalta.

O coordenador administrativo salienta que ele fala sua história para mostrar como é gratificante o trabalho da instituição e sua trajetória formada a partir dela.

Registro antes da pandemia. Instituição trabalha com adolescentes e jovens carentes desenvolvendo diversos projetos recreativos (Foto: Arquivo/Assessoria)

PANDEMIA
A pandemia do novo coronavírus afetou toda a rede de educação e ensino, e com o Instituto Dom Bosco não foi diferente.

“É um momento muito novo. A gente precisou se reinventar para que pudesse continuar nossas atividades, mesmo nesse período de pandemia. Desde quando tudo isso começou, nós não estamos atendendo os adolescentes diretamente aqui no Instituto Dom Bosco”, esclarece o coordenador.

Gabriel conta ainda que o único programa que não pôde parar, por conta da Covid-19, foi o do Jovem Aprendiz, pois precisam cumprir uma ementa e sobreviver com o salário que ganham. Porém, outras atividades tiveram de ser suspensas.

“Mesmo estando com a inovação empreendedora parada, estamos desenvolvendo ações de atendimento às famílias que estão incluídas nesse projeto. Sabemos que nesse tempo os jovens ficam dispersos, e com esse atendimento, nós damos um grande amparo a eles”, declara.

Agora, com o novo coronavírus, o instituto está dando um grande apoio não só aos jovens, mas também a suas famílias.

“Além desse suporte nesse momento de pandemia, estamos arrecadando e distribuindo cestas básicas para as famílias mais necessitadas. Sabemos que com a Covid-19 muitos perderam seus empregos e não tem como comprar seus alimentos, por isso, damos esse amparo”, enfatiza de Paula.

Instituto Dom Bosco fica na Vila Carli, em Guarapuava (Foto: Arquivo/Assessoria)

FUTURO
Sobre o futuro da instituição, Gabriel acredita que o instituto tem muito a crescer ainda e um grande potencial de desenvolvimento, mesmo que no último ano tendo que ter um corte de 50% no atendimento aos assistidos.

“Quando eu entrei para trabalhar aqui no instituto, nós atendíamos semestralmente, aproximadamente, 600 jovens. Mas no ano passado tivemos que diminuir para a metade esse número por falta de recurso financeiro”, recorda.

Com muito ânimo, o coordenador administrativo tem uma expectativa que nos próximos anos o Instituto Dom Bosco atenda mais adolescentes e jovens, e que uma vacina ajuda a conter a pandemia.

“Para o ano que vem, esperamos, com muita esperança, que tudo vai ser diferente comparado a esse ano. Temos a expectativa que a vacina saia logo e que voltamos com as atividades presencialmente. Então, é essa nossa percepção para o futuro de nossa instituição”, finaliza.

SERVIÇO

O Instituto Dom Bosco fica na rua Padre Caetano Vendrami, 303, Vila Carli, em Guarapuava. O telefone de contato é o (42) 3624-2318. A instituição também tem perfil nas redes sociais, CLICANDO AQUI.

**************Reportagem: Lucas Herdt, especial para CORREIO

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