Julgamento de Luis Felipe Manvailer será retomado nesta terça-feira (4)

O réu foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por homicídio qualificado (feminicídio, motivo fútil e morte mediante asfixia) e fraude processual (por ter removido o corpo da vítima do local da queda e limpado vestígios de sangue deixados no elevador)

O julgamento do biólogo e ex-professor Luis Felipe Manvailer, acusado de matar a advogada guarapuavana Tatiane Spitzner em 2018, será retomado nesta terça-feira (4). Inicialmente marcado para ocorrer em dezembro de 2020, o Tribunal do Júri já foi adiado duas vezes, sendo a última em fevereiro deste ano. 

O réu foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por homicídio qualificado (feminicídio, motivo fútil e morte mediante asfixia) e fraude processual (por ter removido o corpo da vítima do local da queda e limpado vestígios de sangue deixados no elevador). 

Em nota encaminhada à imprensa, o advogado Gustavo Scandelari, que representa a família de Tatiane, afirma que a expectativa “é de uma condenação com pena alta”. 

“A expectativa da família é a mesma, ou seja, de um veredicto condenatório pelos cidadãos guarapuavanos e de que a pena que irá ser aplicada pelo juiz seja proporcional à gravidade dos fatos, ou seja, uma pena alta. Não tem como ser diferente disso”, afirma Scandelari. “Estamos torcendo para que dessa vez, finalmente, o júri saia, após três adiamentos, e que nada ocorra para que seja adiado.”

A reportagem entrou em contato com a defesa de Manvailer mas, até o fechamento desta edição, não obteve posicionamento sobre o julgamento. 

DENÚNCIA

Conforme a denúncia criminal oferecida pelo MPPR, por meio da 10ª e da 12ª Promotorias de Justiça da comarca, na madrugada de 22 de julho de 2018, após uma discussão quando retornavam de uma casa noturna, o réu passou a agredir a vítima. 

Boa parte dos fatos chegou a ser registrada pelas câmeras de segurança do prédio onde o casal residia. Ao final das agressões, segundo a ação penal, a mulher teria sido lançada da sacada do apartamento pelo denunciado.

A tese do MPPR, comprovada pelo Laudo de Necropsia e pelo Laudo Anatomopatológico, é de que a vítima foi jogada da sacada quando já estava morta. Luis Felipe foi preso no mesmo dia depois de um acidente em São Miguel do Iguaçu, a 340 km de Guarapuava.

O julgamento ocorre na Vara do Tribunal do Júri de Guarapuava, com a adoção de medidas de prevenção ao contágio pelo coronavírus, como a restrição de acesso ao local.

*****Com assessoria de imprensa do MPPR e da Dotti e Advogados

error: O conteúdo é de exclusividade do Correio do Cidadão.