5ª Regional de Saúde tem 16 denúncias de ‘fura-fila’ da vacina; em Guarapuava são 8

Os números são atualizados diariamente pela Controladoria-Geral do Estado (CGE). Até o momento, o Paraná registrou 453 ocorrências de irregularidades da vacinação

Desde o início da vacinação contra a Covid-19, diversos casos de “fura-fila” surgiram em todo o país. No Paraná, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) disponibiliza a estrutura da ouvidoria para o recebimento de denúncias.

Após o recebimento, essas informações são encaminhadas ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) que irá apurar o caso. Se a situação envolver um funcionário público, a pessoa pode enfrentar um processo administrativo. Já se for cargo de comissão, estará sujeito a demissão.

O CORREIO fez um levantamento do número de denúncias recebidas nos municípios que compõem a 5ª Regional de Saúde (RS). Das 20 cidades, em cinco já há registros de pessoas que “furaram a fila” da vacina. Os dados são referentes a última atualização do portal, realizada na quinta-feira (18).

Guarapuava – que é a sede da Regional – está na frente com oito ocorrências irregulares em relação ao imunizante. Em seguida aparecem Prudentópolis, Turvo, Pinhão e Reserva do Iguaçu, todas com dois registros.

SANTA MARIA DO OESTE
Apesar de pertencer à região de Guarapuava e fazer divisa com municípios que integram a 5ª RS, Santa Maria do Oeste pertence à 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã. No sistema da CGE, consta uma denúncia no município.

PARANÁ
O total até o momento é de 453 em todo o Estado. Curitiba é a cidade com mais registros: são 77. Maringá aparece em segundo (18), seguido de Londrina (14) e Ponta Grossa (13); há ainda 36 denúncias em que o município não foi informado.

COMO DENUNCIAR
De acordo com a CGE, a denúncia é anônima e o cidadão que presenciar uma irregularidade pode fazer pelo telefone 0800 041 1113 ou pelo site www.cge.pr.gov.br, na aba Ouvidoria.

O e-mail [email protected] e o Whatsapp (41) 3883-4014 e um formulário (www.cge.pr.gov.br/Pagina/Registre-sua-Reivindicacao) também estão disponíveis.

Dados como a identificação da pessoa que foi vacinada irregularmente, data, local e hora da vacinação, e quem aplicou a vacina são essenciais para a posterior apuração. Se possível, é importante anexar uma foto ou outro documento para comprovar a denúncia.

***************Reportagem: Daiara Souza, especial para CORREIO

error: O conteúdo é de exclusividade do Correio do Cidadão.