Seleção de discos para ouvir no Dia Mundial do Rock

Nesta sexta-feira (13), comemora-se a data dedicada ao velho e bom rock and roll. Por isso, o CORREIO selecionou discos nacionais e internacionais para serem ouvidos nesse dia especial. São obras lançadas há 33 anos

É mais uma sexta-feira, dia 13. Mas nada de superstições ou temores. Em 2018, a data associada ao azar tem mais a ver com o universo musical. Quis o destino que essa sexta-feira treze fosse também o Dia Mundial do Rock. Se é que algumas vertentes do velho e bom rock and roll têm forte ligação com temas, digamos, escabrosos e ocultistas.

Mas não vem ao caso… por ora. Em 13 de julho de 1985, ocorria nos Estados Unidos e Inglaterra um megaevento simultâneo conhecido como Live Aid. Gigantes do rock – caso de Queen, The Who, U2, Paul McCartney – se uniram por uma causa única: o fim da fome na Etiópia. Durante horas seguidas, os artistas se revezaram e ofertaram muito som distorcido para uma audiência de 1,9 bilhão de pessoas.

Um dos músicos era Phil Collins. Ele ficou tão empolgado com o encontro que decretou que aquela data de 13 de julho seria o Dia Mundial do Rock.

Infelizmente, não pegou. Parece que somente o Brasil comemora o dia, com programações especiais (rádio, TV, shows) e promoções. Isso se explica porque, nos anos de 1990, duas rádios roqueiras (a 89 FM e a 97 FM) encamparam a iniciativa de comemorar a data.

No fim das contas, o que importa é a lembrança ao rock. Por isso, o CORREIO selecionou uma listinha de discos para serem escutados nesta sexta-feira (13). São obras lançadas em 1985, o ano do Live Aid e do Rock in Rio, dois eventos marcantes para os roqueiros.

ROCKBR

Para os brasileiros, a década de 80 é muito especial, pois nesse período o rock se massificou com letras em português e uma infinidade de bandas ligadas ao gênero. Após os anos de chumbo da Ditadura Civil-Militar, uma geração de jovens tomou conta do mercado fonográfico, compondo e gravando hits que dominaram as rádios da época. Eram os tempos de ouro do RockBR.

Uma das bandas seminais da década oitentista é o Ira!, que lançou o álbum Mudança de Comportamento em 1985. Curiosamente, o primeiro disco do quarteto (Nasi, Edgard Scandurra, Ricardo Gaspa e André Jung) ainda não tinha os sucessos Dias de Luta e Envelheço na Cidade.

Por outro lado, o álbum de estreia marcava uma fase de transição do punk rock dos primórdios do Ira! para a cultura mod (clima sessentista). Entre os hits de Mudança de Comportamento, destaque para Núcleo Base, Tolices e o lado B Como os ponteiros de um relógio.

BRASILEIROS

Além do Ira!, o ano de 1985 marcou também musicalmente o RPM, que estreou com Revoluções por Minuto, um vinil recheado de hits: Rádio Pirata, Olhar 43 e A Cruz e a Espada. É até hoje o representante do RockBR que mais vendeu discos.

Segundo álbum de estúdio dos Titãs, Televisão foi mal de vendas, mas agradou a crítica de 1985. Além da faixa-título, o disco tinha também as baladas Não Vou Me Adaptar e Pra Dizer Adeus, que estouraria somente nos anos de 1990 com o primeiro acústico do grupo paulistano.

Representando o rock desbocado de SP, o Ultraje a Rigor apareceu com Nós vamos invadir a sua praia em 1985. Entre as principais canções, estão “Zoraide”, “Ciúme”, “Eu Me Amo”, “Marylou” e a faixa-título, que é uma provocação das bandas paulistas aos grupos cariocas, pela invasão ao Rio de Janeiro, um dos berços do rock nacional da década de 80.

E, do universo carioca, o ano de 1985 marca o lançamento de Educação Sentimental, da banda brasileira de pop rock Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens. Muita gente canta até hoje Lágrimas e Chuva e Educação Sentimental II.

INTERNACIONAIS

Entre os gringos, é possível destacar Brothers in Arms, lançado pelo grupo britânico Dire Straits.

Liderados pelo virtuose Mark Knopfler (guitarra e vocais), os músicos fizeram muito sucesso com esse disco. Puxado por hits como So far Away e Money for Nothing, o LP se tornou o álbum mais vendido no Reino Unido durante o ano de 1985.

Inclusive, o videoclipe de Money for Nothing (https://youtu.be/wTP2RUD_cL0) marcou época na MTV, graças à animação feita em computador. Aliás, a capa surrealista é uma imagem icônica para a década oitentista.

Fora Dire Straits, o ano de 1985 ainda teve o Hunting High And Low, do A-HA, com o megahit Take on Me; e o disco Killing Is My Business… and Business Is Good!, do Megadeth. Só pra ficar em alguns LPs daquele ano.

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