Presidente do Sport Club Campo Mourão fala em fechar as portas do clube

Com dívidas da ordem de R$ 430 mil, a presidente Luci Padilha quer que outra pessoa assuma o clube, ou terá que encerrar as atividades da instituição. Série do CORREIO aborda a situação de agremiações do interior do Estado

O tradicional Sport Club Campo Mourão, o Leão, que foi fundado em 1989 e teve passagens pela Primeira Divisão do Campeonato Paranaense, vem agonizando nos últimos anos.

Na temporada passada, a equipe disputou a Terceirona, chegando às semifinais e perdendo a vaga para o Verê – a disputa garantia vaga na Divisão de Acesso.

O time mourãoense até mudou o seu nome para Sport/Mamborê, já que a gestão anterior tinha vínculos com a cidade e conseguiu a possibilidade de realizar os treinos em Mamborê. No entanto, a equipe disputava os seus jogos na cidade de Rolândia.

Para 2021, tudo indica que o clube começará do zero. Impossibilitada de contratar profissionais para a comissão técnica e novos jogadores, a presidente Luci Padilha diz que ainda não tem patrocinadores para as próximas disputas, não tendo, até o momento, nenhum planejamento ou atividade sendo realizada como pré-temporada.

De acordo com o calendário da Federação Paranaense de Futebol (FPF), a Terceira Divisão do Paranaense ocorrerá em agosto, ainda em data preliminar. Mesmo assim, Luci se mostra desolada com a situação da instituição. “Estou verificando juntamente com o jurídico para que alguém assuma esse clube, ou eu vou encerrar de vez”, afirma.

HISTÓRICO
Luci, que assumiu o clube após a morte de seu marido Luiz Carlos Kehl, diz que Campo Mourão não abraçou o futebol de campo, sendo obrigada agora a passar o clube para outra pessoa ou terá de fechar as portas.

Os motivos que levam ao iminente fim do Sport têm início em administrações anteriores, que acumularam dívidas estimadas em R$ 430 mil, segundo a presidente.

Após a morte de Kehl há cerca de três anos, a falta de patrocínio e a dificuldade de captação de recursos impede a contratação de novos jogadores e a formação de uma comissão técnica.

“Desde a morte do Kehl, eu fiquei sozinha e sem respaldo da diretoria. Não tenho mais interesse em Campo Mourão”, finaliza Luci.

*************Reportagem: Carlitos Marinho, com supervisão de Douglas Kuspiosz

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