Guarapuava gera quase mil vagas com carteira assinada no 1º trimestre

Ou seja, o maior município do terceiro planalto paranaense contratou 5.586 trabalhadores e demitiu 4.608. No geral, é uma variação positiva de 2,53% nesse primeiro trimestre de 2021. E, nos últimos 12 meses, são 1.929 novas vagas formais, o que representa +5,12%

Guarapuava fechou mais um mês com saldo positivo na geração de emprego com carteira assinada. São 162 novas vagas abertas ao longo de março de 2021, segundo o Novo Caged, que foi divulgado nesta semana pelo Ministério da Economia.

Na consulta feita pelo CORREIO, os números revelam que as admissões (1.710) ficaram acima dos desligamentos (1.548) na economia guarapuavana. Tal desempenho foi puxado por três setores: Indústria, que criou 87 postos; Construção (+80); e Comércio (+62). Na outra ponta, Agropecuária (-5) e Serviços (-62), ficaram no vermelho.

No entanto, no acumulado do ano são 978 postos de trabalho criados em Guarapuava. Ou seja, o município contratou 5.586 trabalhadores e demitiu 4.608. No geral, é uma variação positiva de 2,53% nesse primeiro trimestre de 2021. E, nos últimos 12 meses, são 1.929 novas vagas formais, o que representa +5,12%.

Já no contexto estadual, Guarapuava está entre os quase 70% dos municípios do Paraná que registraram números positivos de emprego em março.

Segundo a Ag. de Notícias do Paraná (ANPr), 277 cidades paranaenses tiveram saldo positivo nas contratações em março deste ano, o que representa cerca de 69,4% do total. O número é levemente inferior aos resultados de janeiro (73%) e fevereiro (85%) e está em consonância com a redução do ritmo de contratações no último mês, impactado pelas medidas restritivas de circulação e pelo pico da pandemia no Estado – março teve saldo de 11.507 novos empregos, contra 25.351 em janeiro e 41.626 em fevereiro.

Outros 17 municípios empataram as contratações e demissões e permaneceram zerados no terceiro mês do ano. Na contramão da média estadual, 105 cidades (26,3%) fecharam março com estoque negativo de emprego, mas 63 delas perderam até dez vagas, o que indica variação sazonal, com boas chances de reversão em curto prazo.

Os 15 municípios que mais geraram empregos em março foram Cascavel (598), Londrina (567), Toledo (526), Cambé (491), Apucarana (403), Araucária (341), Pato Branco (315), Ibiporã (313), Arapongas (306), Paraíso do Norte (279), São Mateus do Sul (253), Rolândia e Umuarama (245), Palotina (226) e São José dos Pinhais (202). Os resultados também foram expressivos em Medianeira (199), Palmas (166), Ortigueira (164), União da Vitória (162) e Guarapuava (162).

Os dados de março de 2021 também mostram um salto em relação a março de 2020, mês da chegada da pandemia e dos primeiros decretos restritivos de circulação. Naquele mês foram 204 municípios com saldo positivo, 51,1% do total, além de 15 zerados e 180 com recortes negativos.

“Encerramos o primeiro trimestre de 2021 com saldo positivo nas contratações, mesmo diante de um cenário desafiador da pandemia, com as novas variantes e aumento dos casos e internações. A partir de agora, com novo ritmo da vacinação, os pacotes econômico e social e investimentos públicos, esperamos uma retomada ainda mais vigorosa e novas contratações no Paraná”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior, via ANPr.

DOZE MESES
O Caged destaca, ainda, que 322 municípios registraram saldo positivo de empregos nos últimos 12 meses (abril de 2020 a maio de 2021), o que representa 80,7% do total. Nessa conta, os maiores empregadores são Curitiba (16.798), Ponta Grossa (6.110), Cascavel (3.809), Toledo (2.833), Londrina (2.632), Maringá (2.576), Umuarama (2.513), Arapongas (2.244), Rolândia (1.999), Guarapuava (1.929), Araucária (1.878), Cambé (1.815), Apucarana (1.810), Ortigueira (1.775) e Palotina (1.564).

RETOMADA

O Paraná fechou o primeiro trimestre de 2021 entre os cinco estados do País que mais abriram vagas formais de emprego. Foram criados 78.484 postos com carteira assinada no período, já considerando os ajustes técnicos realizados pelo Ministério da Economia. Apenas São Paulo (253.460), Minas Gerais (108.109) e Santa Catarina (87.127) tiveram desempenho superior no recorte de 90 dias.

O resultado de março, de 11.507, é reflexo de 126.517 contratações e 115.010 desligamentos. Representa um aumento expressivo em relação ao mesmo mês do ano passado, marcado pelo início da pandemia no País, quando foram fechadas 25.351 vagas formais. Sozinho, o Paraná gerou mais empregos em março do que duas regiões brasileiras: Norte (8.944) e Nordeste (4.790).

*****Com informações da ANPr

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