Rocky Balboa para maratonar

Os fãs da série “Rocky” têm a oportunidade de assistir na plataforma Netflix a todos os seis filmes estrelados pelo boxeador vivido por Sylvester Stallone. Do marco inicial à despedida definitiva, relembre ou conheça nesta edição a trajetória de Rocky Balboa, o “Garanhão italiano”

Pode soltar a trilha famosa: “tan… tan, tan, tan!… tan, tan, tan… tan, tan, taaaaaan!”. A batida criada pela banda Survivor em “Eye of the Tiger” segue o ritmo de golpes sincronizados e certeiros no ringue.

É claro que estamos falando de “Rocky”, a série de boxe mais conhecida do cinema. Até hoje, o ator e diretor Sylvester Stallone é lembrado pelo personagem principal desses filmes: o lutador Rocky Balboa.

Mas você, leitor, que tem mais de 40 anos de idade, já sabia disso. Afinal, quem nunca viu pelo menos um dos filmes na Rede Globo, principalmente nos anos de 1980? A novidade é que todos os seis longas-metragens que formam a franquia cinematográfica estão disponíveis no serviço de streaming Netflix.

Sem contar também os derivados produzidos recentemente: “Creed: Nascido para lutar” (2015) e “Creed II” (2018). Nestes, Rock fica em segundo plano e os holofotes vão para Adonis Creed, filho de seu grande rival e amigo Apollo (personagem já falecido na mitologia da série).

Abaixo, a lista de filmes e a avaliação da equipe de boxeadores deste CORREIO. Vale lembrar que as películas estão disponíveis apenas para assinantes da Netflix.

********Mas, antes, a trilha sonora que marcou a série:

“Rocky, um lutador” (1976)
Escrito e protagonizado por Stallone, o filme de John G. Avildsen é o marco zero dessa franquia no cinema. A história é simples: Rocky Balboa é um lutador inexpressivo de boxe que ganha a chance de enfrentar o campeão mundial Apollo Creed (Carl Weathers). O que seria uma piada, transforma-se numa trajetória de superação. Rocky treina forte com seu técnico Mickey (Burgess Meredith) e encara de igual para igual o confronto com Apollo, o “Dom Treinador” na versão brasileira. Aliás, a dublagem clássica botou “empate” ao final da luta épica; mas, na verdade, Rocky perdeu por pontos. Ok, sofreu a derrota, porém vendeu caro. E, pra fechar, a trilha sonora espetacular “Gonna Fly Now”, de Bill Conti.
Cotação: Original, emocionante e icônico. É um verdadeiro nocaute!

Rocky Balboa é um lutador medíocre de boxe no primeiro filme, mas que encara de igual para igual o campeão mundial (Foto: Reprodução)

“Rocky II – A revanche” (1979)
Além de ter sido protagonista e roteirista do primeiro filme, agora Stallone também dirige. Após o término do confronto contra Apollo Creed, Rocky promete à Adrian (Talia Shire), sua esposa grávida, que irá largar os ringues de boxe. Porém, Apollo quer provar que Rocky não foi nocauteado por acaso e, como este está sem dinheiro, promovem outra luta entre os dois pugilistas. Quem será que vence? Tem de assistir, oras! E ao som de Bill Conti.
Cotação: Mais ação. Testosterona a mil.

Rocky e Apollo retornam ao ringue para um segundo confronto na sequência de “Rocky, um lutador” (Foto: Reprodução)

“Rocky III – O desafio supremo” (1982)
Repeteco de Stallone na direção e no papel principal. O desafio da vez é Clubber Lang (Mr. T), um cara com sangue no olho. Rocky perde a luta, o respeito e principalmente seu técnico Mickey. Para a revanche, ele contará com os ensinamentos de Apollo Creed, quem diria! O detalhe sonoro é a trilha animal e energética “Eye of the Tiger”, do Survivor. E sem contar a voz do mito André Filho na opção de filme com dublagem.
Cotação: A derrota é um verdadeiro ensinamento. Boxe também é filosofia.

Clubber Lang é o desafiante no terceiro filme (Foto: Reprodução)

“Rocky IV” (1985)
Dá pra dizer que esse é um filme geopolítico, já que o confronto no ringue se transforma numa metáfora mais do que literal da Guerra Fria: Estados Unidos (Apollo/Rocky) x União Soviética (Ivan Drago). Mas, claro, tem um componente altamente emotivo com a morte de Apollo Creed, que será vingado por Rocky.
Cotação: É muito mais do que cinema.

Luta de boxe ganha contornos geopolíticos no quarto filme da franquia (Foto: Reprodução)

“Rocky V” (1990)
Sem dúvidas, é o filme mais fraco da franquia. Mesmo com John G. Avildsen de volta à direção (e roteiro de Stallone), tornou-se uma despedida vergonhosa do personagem. Tanto é verdade que foi necessário fazer, anos depois, o sexto e definitivo filme.
Cotação: Sem comentários…

Quinto longa-metragem da série é o pior de todos. Se puder, evite (Foto: Reprodução)

“Rocky Balboa” (2006)
O fiasco de “Rocky V” era uma ferida pior do que sequela de luta. Por isso, Stallone foi à desforra e produziu o último filme com Rocky à frente do elenco. O ator escreveu o roteiro e dirigiu o longa-metragem que remexe a mitologia do personagem. Velho e longe dos ringues, o boxeador encara novamente um desafio, dentro e fora do ringue.
Cotação: Nostalgia, emoções à flor da pele e lágrimas.

Protagonista sai da aposentadoria para um último desafio. É a despedida de Rocky, que voltaria apenas para fazer filmes derivados (Foto: Reprodução)

***************Texto de Cris Nascimento, especial para CORREIO

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