Para ler e gostar: confira quase 20 indicações de leitura

O CORREIO comemora o Dia Nacional do Livro, nesta quinta-feira (29), com a indicação de obras publicadas no mercado editorial brasileiro nas áreas de quadrinhos, policial e biografia. Sem se esquecer da efervescente cena editorial de Guarapuava

O Dia Nacional do Livro é comemorado nesta quinta-feira (29 outubro). Segundo o site Brasil Escola, a “escolha da data deu-se em homenagem ao dia em que também foi fundada a Biblioteca Nacional do Brasil, localizada no Rio de Janeiro, quando a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para a colônia, em 1810”.

Portanto, uma data emblemática para celebrar a leitura de livros, em formato tradicional ou digital. Literatura, quadrinhos, história, biografia… enfim, o gênero fica a cargo da preferência do leitor. O importante é ler e tentar minimizar o baixo índice de leitura. Segundo a mais recente pesquisa “Retratos da leitura no Brasil”, a média de livros inteiros lidos em um ano no país é de 4,2 por pessoa. Muito pouco.

Por isso, o CORREIO apresenta abaixo uma seleção de obras para recomendar.

MAURICIO
Que curiosa coincidência. O quadrinista brasileiro Mauricio de Sousa completou 85 anos de vida quase na véspera do dia dedicado ao livro. Ele aniversariou na terça (27).

Criador da Turma da Mônica, Mauricio formou gerações de leitores graças às suas histórias divertidas e inocentes. Mas ele também tem livros que levam sua autoria ou marca registada.

Um deles é “Mônica é daltônica?”, escrito pelo quadrinista e ilustrado por Odilon Moraes. Nesta história, a primeira publicada na revista Mônica, em 1970, o Zé Luís – e não o Cebolinha, acredite se quiser -, inaugura a tradição dos planos mirabolantes para tentar acabar com as temidas coelhadas da dona da rua. Moraes reinterpreta um clássico de Mauricio de Sousa.

Outra recomendação de leitura é o selo Graphic MSP, com quase 30 livros produzidos por autores convidados que reimaginam os personagens clássicos do Mauricio. São graphic novels em edições únicas, marcadas pela alta qualidade das narrativas. A mais recente será lançada em dezembro deste ano: “Jeremias – Alma”, de Rafael Calça e Jefferson Costa. Mas tem aventuras estreladas por Mônica, Louco, Bidu, Astronauta, Chico Bento, Cebolinha, Cascão, Tina, Piteco, Penadinho, Capitão Feio etc.

Capa da edição de livro escrito por Mauricio de Sousa e ilustrado por Odilon Moraes (Foto: Reprodução)

POLICIAL
Em alta na Netflix, a série brasileira “Bom Dia, Verônica” é baseada no livro homônimo escrito a quatro mãos pela criminóloga e escritora Ilana Casoy e pelo autor policial Raphael Montes.

Narrado em primeira pessoa, “Bom Dia, Verônica” (DarkSide Books) foca na escrivã de polícia Verônica Torres, cuja rotina pacata, burocrática e repleta de sonhos é interrompida. Ela presencia um suicídio inesperado e recebe a ligação anônima de uma mulher clamando por sua vida.

A literatura policial no Brasil ainda é incipiente. No entanto, tem aparecido autores como Raphael Montes para quebrar a escrita. Ele já escreveu bons livros: “Suicidas” e “Jantar Secreto”.

Além de Montes, é preciso citar também a obra de Luiz Alfredo Garcia-Roza (falecido em 2020), com seu delegado Espinosa (“O silêncio da chuva”, por exemplo); a veia mais light de Jô Soares (“O xangô de Baker Street”); o estilo brutalista de Rubem Fonseca (“A grande arte”); o pioneirismo de Luiz Lopes Coelho (“Contos reunidos”); a aventura juvenil de Marcos Rey (“O mistério do cinco estrelas”) e Stella Carr (“O esqueleto atrás da porta”); a ficção urbana de Patrícia Melo (“O Matador”); a série do detetive Remo Bellini criada pelo titã Tony Belotto (“Bellini e a esfinge”); e ainda o material do ex-delegado de polícia Joaquim Nogueira (“Informações sobre a vítima”).

Série disponível na Netflix (foto) é baseada em livro escrito por Ilana Casoy e Raphael Montes (Foto: Divulgação)

BIOGRAFIA
Um gênero que é muito forte no mercado editorial brasileiro é o das biografias. Com lastro em documentos e testemunhos, esse tipo de narrativa se vale de recursos estéticos para recriar a trajetória de uma personalidade histórica.

O jornalista e escritor Ruy Castro talvez seja o principal nome desse tipo de livro na produção contemporânea. A reportagem recomenda duas obras: “O anjo pornográfico”, que conta a trajetória do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980); e “Estrela solitária”, sobre o lendário jogador de futebol Garrincha (1933-1983).

Falando em biografias recentes, não se pode deixar de mencionar “Lima Barreto – Triste visionário”, livro da historiadora Lilia Moritz Schwarcz em que ela investiga as origens e a trajetória do escritor carioca sob a ótica racial no Rio de Janeiro da Primeira República.

Biografia de Nelson Rodrigues é um dos livros mais famosos de Ruy Castro (Foto: Divulgação)

GUARAPUAVA
Um dos autores mais conhecidos e produtivos da atual safra em Guarapuava é Norbert Heinz, que se destaca pelas obras infantojuvenis. Ele está nas redes sociais (www.facebook.com/escritor.norb).

A escritora Áurea Luz (membro da Academia de Letras, Artes e Ciências de Guarapuava) se destaca pela produção poética. Em 2019, ela publicou de maneira independente “Etcéteras”.

Famosa por suas particularidades, Guarapuava também é berço do “policial que mais escreveu livros de ficção no Paraná”, segundo diz o próprio autor, o policial militar Denis Santos. Para saber mais, acesse seu site (https://poemasdolago.blogspot.com/).

Outra autora que se destaca é a  jovem Thalia P. L. (nome utilizado por Thalia Possidonio de Lima), com “Meu louco mundo”, lançado em 2019 pela editora Viseu.

Mais autores em Guarapuava: Fabiano Jucá (“Tente Outra Vez”), Carlos Alberto Machado (“Estranha Colheita: Mutilações Humanas do Insólito”), Tiago Carneiro (“As Origens da Família Addams”), Klaus Pettinger (“O Sumiço do Hanomag”), Jossan Karsten (“Zuluê”).

Denis Santos é o “policial que mais escreveu livros de ficção no Paraná”. Ele tem livros que se passam em Guarapuava (Foto: Arquivo/Correio)

*********Texto/pesquisa: Cris Nascimento, especial para CORREIO

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