Mercado livreiro no Brasil ganha duas novas editoras

Com o lançamento recente de livros, Fósforo e Insígnia aparecem entre as novidades para os leitores. A primeira tem entre seus fundadores a ex-curadora da Flip, Fernanda Diamant

Duas novas editoras estrearam no mercado brasileiro com o lançamento recente de livros; ou em pré-venda.

Uma delas é a Fósforo, fundada em 2021 por Fernanda Diamant (ex-curadora da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip), Luís Francisco Carvalho Filho e Rita Mattar (ex-editora do selo Três Estrelas). Seu objetivo é “expandir o horizonte cultural de seus leitores e de contribuir para o debate público brasileiro. Suas principais áreas de atuação são ficção literária, não ficção narrativa e jornalística, ciências humanas, divulgação científica e poesia”, diz o site da casa (www.fosforoeditora.com.br).

A editora ainda diz que combinará em seu catálogo autoras e autores brasileiros e estrangeiros de diferentes países, idiomas e épocas. “Acima de tudo, buscamos dividir com o público o prazer da leitura e a pluralidade de ideias”.

Por enquanto, o catálogo da Fósforo tem seis obras: “O lugar”, de Annie Ernaux, com lançamento em 10 de maio; “O cometa + O fim da supremacia branca”, de W. E. B. Du Bois e Saidiya Hartman, para 13 de maio; “Kentukis”, de Samanta Schweblin, 10 de agosto; “Treze de maio e outras estórias do pós-abolição”, de Astolfo Marques, 13 de maio; “Psiconautas: viagens com a ciência psicodélica brasileira”, de Marcelo Leite, também 13 de maio; e “Os Anos”, de Annie Ernaux, 21 de junho.

Parte dos títulos já está em pré-venda no site da Fósforo.

Desse acervo, destaque para “O lugar”, inédito no Brasil. Com tradução de Marília Garcia, tal obra estabelece as bases para o projeto literário que Ernaux levaria adiante por três décadas de consagração crítica e sucesso de público. “Nesta autosociobiografia, uma das mais importantes escritoras vivas da França se debruça sobre a vida do próprio pai para esmiuçar relações familiares e de classe, numa mistura entre história pessoal e sociologia que décadas mais tarde serviria de inspiração declarada a expoentes da autoficção mundial e grandes nomes da literatura francesa como Édouard Louis e Didier Eribon”, diz o material de divulgação.

Capa do livro de Annie Ernaux pela nova editora (Foto: Reprodução)

INSÍGNIA
Outra novidade no mercado livreiro do país é a Insígnia (www.insigniaeditorial.com.br), que foi criada pelo agente literário Felipe Cobert. Ao longo de 17 anos de carreira, ele foi editor da Novo Conceito, trabalhou como ghost writer e com pareceres literários e, mais tarde, passou a se dedicar ao agenciamento literário. Sem contar, que é também autor.

Segundo o site PublishNews (PN), o primeiro livro da nova casa é “Cavalgando pela liberdade”, biografia do jockey brasileiro Eurico Rosa da Silva, que recebeu o Queen´s Plate das mãos da própria Rainha Elizabeth.

Para 26 de maio, a Insígnia prepara “Não sou mulher de desistir de mim”, da jornalista e influenciadora feminista Marcella Fernanda. No segundo semestre, publica o novo livro do ator Max Fercondini, que lançou pela Novo Conceito o “América do Sul sobre rodas”, em parceria com também atriz Amanda Richter.

O PN informa que a editora tem programado outros três livros para 2021, incluindo o novo livro de Paulo Stuck, autor de “A filha do Reich”, que figurou entre os semifinalistas do Prêmio Jabuti do ano passado, na categoria Romance de Entretenimento, e uma ficção erótica de Lane Queiroz.

Os livros da Insígnia chegam ao mercado por meio de lojas virtuais e marketplaces e também às livrarias físicas.

Primeiro livro da Insígnia é “Cavalgando pela liberdade” (Foto: Reprodução)

**********Com informações do PublishNews

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