Estudantes da Unicentro são premiados em concurso de documentários

O concurso de cinema foi organizado pelas províncias da Sociedade de Cristo no Brasil. Uma comissão avaliou os filmes enviados

Rememorar a imigração polonesa no Paraná, principalmente em Prudentópolis, no ano em que é comemorado o 150º aniversário da vinda das primeiras famílias polacas para o Brasil. Essa foi a motivação de Fábio Preisner Saraiva, acadêmico do segundo ano do Bacharelado em Geografia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), ao se inscrever em concurso de documentários, que acabara de descobrir.

Ele conta que os colegas do grupo de estudos toparam participar. “Depois disso, a gente já foi a campo e fomos tentando encontrar as pessoas que eram descendentes de poloneses – o que não foi tão fácil assim de encontrar. Em Prudentópolis, a gente sabe que a maioria das pessoas são descendentes de ucranianos. Então, é muito difícil a gente encontrar poloneses ainda, mas a gente conseguiu”, narra Fábio.

O concurso de cinema foi organizado pelas províncias da Sociedade de Cristo no Brasil. Uma comissão avaliou os filmes enviados. Na análise, foram considerados os seguintes critérios: conteúdo, criatividade, roteiro, qualidade de imagem e som, edição, comunicabilidade e distribuição de tempo.

Com a terceira colocação, Fábio e seus amigos receberam a premiação de R$ 500 e um livro intitulado “O Caminho dos Peregrinos”, escrito por Ignacy Posadzego, publicado pela província organizadora do concurso. “A gente ficou muito feliz com a premiação. Esse foi o primeiro documentário que a gente fez e isso só motiva a gente a continuar fazendo trabalhos como este, seja relacionado a migração ou qualquer outro trabalho que gere algum valor a sociedade”.

Descendente de poloneses, morador de Prudentópolis e funcionário do centro de informações turísticas da cidade, Fábio, até então, nunca tinha trabalhado com produção audiovisual, mas a ideia de eternizar a história da região falou mais alto. “Eu acredito que nós, enquanto estudantes ou descendentes de uma determinada etnia, é nosso dever preservar ou tentar resgatar de alguma maneira um pouco das culturas dos nossos antepassados, porque foram eles que sofreram, passaram por diversas dificuldades para a gente ter as condições que a gente tem hoje para a gente ter uma vida melhor”.

PRODUÇÃO
Um dos parceiros de Fábio foi o professor Washington Ramos dos Santos Junior, que ficou responsável pelo roteiro. “Esse resgate é importante porque, para o Fábio, é um pouco da história da família materna – essa questão da identidade, da ancestralidade. Isso é muito importante para a formação de qualquer pessoa individualmente. Para a comunidade, é importante porque fica um registro da sua origem, da sua formação”, afirma o docente.

Oriundo do Rio de Janeiro, outro ponto salientado por Washington foi a sua inserção, como professor, no contexto da história e geografia da região, que refletem na relação com os alunos e a comunidade. “Para mim, especificamente, é muito importante, porque é uma forma de eu aprender e conhecer a região. Porque, ao final de contas, eu sou professor. Então, como eu vim morar aqui, eu tenho de fazer parte da produção do conhecimento desse lugar, eu não posso entrar na sala de aula de um lugar que eu não conheço sem me inteirar da realidade deste município, de Guarapuava, da região”.

Foram dois meses de produção, entre roteirização, filmagem, edição e narração, organizados por Fábio e seus amigos Washington dos Santos, Cristiano Swarecz, Cleberson Preisner, Oérique Ivan Batista Mendes.

SERVIÇO
O documentário está disponível no Youtube.

*********Reportagem: Unicentro, com edição

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