Assinatura mensal de sete serviços de streaming fica em R$ 169,30

Levantamento do CORREIO para montar esse pacote leva em conta a contratação das seguintes opções: Netflix, Globoplay, Prime Video, Disney+, Mubi, Belas Artes à La Carte e Directv Go

Faz um bom tempo que assistir TV não é mais do mesmo jeito. E, com a pandemia em 2020, os serviços de streaming cresceram em audiência e oferta.

É que o isolamento social forçou o consumo maior de séries e filmes, ainda mais sob demanda (“Video on Demand”, ou Vod).

Claro que isso serve para aquela parcela da população com bom acesso de internet, que tem smartphone/smartv/PC e pode pagar pela assinatura da plataforma (Netflix, Globoplay, Prime Video etc.).

No caso do cenário brasileiro, já existe uma dezena de serviços para assistir a canais de TV (abertos e pagos) e séries/filmes. Geralmente, em aplicativos para smartv e smartphones.

Para ter ideia do custo mensal desse tipo de entretenimento, o CORREIO montou um pacote com sete serviços contratados, a título de exemplo. A seguir, confira como ficou.

Netflix: é o streaming mais popular e com maior audiência no Brasil. Segundo estimativa da revista Veja, a Netflix chegou aos 17 milhões de pagantes no país. Seu catálogo é robusto e variado, com destaque para as produções originais.
Custo: os planos mensais variam de R$ 21,90 a R$ 45,90.

Série “Cobra Kai”. É um dos sucessos de 2020 na plataforma da Netflix (Foto: Divulgação)

Globoplay: em setembro, teve 15,8 milhões de acessos. É um catálogo mais limitado, porém com aposta em novelas clássicas e séries produzidas pela TV Globo; sem contar filmes variados e a programação ao vivo dos canais a cabo da emissora carioca.
Custo: R$ 22,90 no plano mensal. Com o acréscimo dos canais ao vivo, o valor mensal sobe para R$ 49,9.

Série brasileira “Desalma”. É uma das apostas do Globoplay (Foto: Reprodução)

Prime Video: aposta da Amazon em filmes/séries variados de outros estúdios e nas produções originais. Pontualmente, tem opções que não são vistas na Netflix, por exemplo. Mas a interface limitada compromete bastante a navegação.
Custo: talvez seja o streaming mais barato – R$ 9,90 por mês. Mas se acrescentar outros canais, o serviço fica mais caro, dependendo da opção (Starzplay, Paramount+, MGM, Looke e Noggin).

“The Boys”, polêmica série do catálogo do Prime Video (Foto: Reprodução)

Disney+: mais novo player na briga do streaming. Tem filmes do catálogo da Disney, claro, do Marvel Studios e da franquia “Star Wars”, o filé mignon do serviço. Peca em novidades.
Custo: mensalidade de R$ 27,90.

Filmes do Marvel Studios são atrativo no Disney+ (Foto: Reprodução)

Mubi: é um serviço para quem gosta de curadoria, pois o catálogo é feito “a dedo”. Aqui, são poucos filmes (em preto e branco, na maioria) e rotativos, mas com qualidade, dentro do chamado circuito de arte. É para assistir sem “maratonar”.
Custo: no plano mensal, sai por R$ 27,90; já no anual, a mensalidade cai para R$ 16,90.

Catálogo do Mubi destaca produções do chamado cinema de arte (Foto: Divulgação)

Belas Artes à La Carte: também tem como foco o público cinéfilo, ofertando produções sofisticadas e de nicho.
Custo: assim como o Prime Video, o plano mensal é extremamente acessível – R$ 9,90.

“Apocalipse Now” é um dos principais filmes do Belas Artes (Foto: Divulgação)

Directv Go: este aqui é para quem quer assistir ao vivo a canais pagos e abertos. Funciona como uma TV a cabo, mas sem necessidade de instalar aparelhos e antena. Basta ter uma boa conexão de internet para ver mais de 90 opções (ESPN, TNT, Globo etc.).
Custo: pacote básico é de R$ 59,90 por mês.

TOTAL
Levando em conta os valores mais baixos de cada plano, o espectador que optar por contratar todos esses serviços gastará por mês R$ 169,30. Não é baratinho, mas mesmo assim fica abaixo de muitas assinaturas de TV a cabo (com centenas de canais que pouca gente assiste).

********Texto/pesquisa: Cris Nascimento, especial para CORREIO

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