Clipe ‘A fita é reciclar’ estreia nas plataformas digitais

Projeto Catei, Caso Evandro e streaming Embaúba Play… confira as notas sobre cultura e entretenimento da coluna desta segunda-feira (17)

O projeto Catei está com novidade no ar. Na última sexta-feira (14 maio), a iniciativa lançou o vídeo da música “A fita é reciclar”, que está disponível em seu canal oficial no YouTube (https://bit.ly/canalcatei) e nas principais plataformas digitais.

A canção é uma composição de Ian Fabris e Loops On, com produção musical de Loops On, vocais de Taynaah Reis, Ian Fabris e Loops On, guitarra de Thiago Rodrigues, bateria de Alexandre Kosteczka.

Já o clipe tem roteiro/direção de Kauane Zampiva e André Luiz Bischof Pizzatto (conhecido agitador cultural em Guarapuava), imagens de Zampiva, Pizzatto e Natan Almeida, edição também de Zampiva.

De maneira geral, de acordo com o que a coluna avaliou, “A fita é reciclar” tem letra e imagens que procuram dar visibilidade aos catadores de recicláveis e problematizar o tema da reciclagem. A trajetória de uma catadora de recicláveis permeia o material. Seu depoimento abre o clipe, quando ela fala sobre a desvalorização dessa atividade: “…a sociedade não vê o catador como uma profissão”, denunciando que os catadores são invisíveis para a sociedade.

O nome dela é Lia (Maria José de Oliveira Santos) e sua profissão é catadora de materiais recicláveis. “Que as pessoas respeitassem os catadores”, diz.

Projeto
O Catei é uma iniciativa da Cooperativa dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis de Curitiba e Região Metropolitana (Catamare). Criado em 2020, o projeto não tem fins lucrativos e é formado por voluntários e cooperados(as) da Catamare. “Trabalhamos bastante para que o projeto se expanda para as demais cooperativas de Curitiba/PR e de todo Brasil”, diz um texto de divulgação. “Batendo de frente contra o preconceito, o Projeto Catei busca sempre empoderar os trabalhadores(as) da coleta e separação de materiais recicláveis na luta por respeito e oportunidades iguais para todos(as)”. O Catei também tem página no Facebook e no Instagram.

Evandro
Sucesso nos agregadores de áudio da internet, o podcast “O caso Evandro”, que conta com mais de 5 milhões de ouvintes, ganha em junho deste ano versão estendida em livro pela editora HarperCollins. De mesmo título, a obra inclui um caderno de fotos de 16 páginas, com imagens de personagens envolvidos e documentos oficiais da investigação. Inclusive, o livro, com mais de 400 páginas, já está em pré-venda.

Caso
Produzido por Ivan Mizanzuk, o podcast “O caso Evandro” faz parte do Projeto Humanos (www.projetohumanos.com.br/). Esta série em áudio investiga o desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano (6 anos), ocorrida em 6 de abril de 1992, na cidade de Guaratuba, no litoral do Paraná. Poucos dias depois, seu corpo foi encontrado sem mãos, cabelos e vísceras, o que levou à suspeita de que ele fora sacrificado num ritual satânico. Passados três meses, numa reviravolta que deixou até os investigadores atônitos, sete pessoas – incluindo a esposa e a filha do prefeito da cidade – foram presas e confessaram o crime.

Bruxas
O caso, que ficou conhecido como “As bruxas de Guaratuba”, teve imensa repercussão. Especulações sobre o crime diabólico preencheram páginas e mais páginas de jornais, e ocuparam a programação televisiva. Os desdobramentos judiciais se estenderam por cerca de três décadas.

Livro
Nesse livro reportagem, criado a partir da pesquisa feita para a quarta temporada do podcast, Ivan Mizanzuk conta como procedimentos investigativos contestáveis e denúncias de tortura puseram em xeque a validade não apenas do trabalho policial, mas também das confissões dos supostos culpados. E também estreou recentemente no serviço de streaming Globoplay uma série baseada no podcast.

Livro é uma publicação da HarperCollins (Foto: Reprodução)

Cinema
Mais uma opção de streaming aos cinéfilos. A distribuidora Embaúba Filmes lança sua plataforma de streaming (https://embaubaplay.com/), voltada ao cinema brasileiro contemporâneo. Até 12 de junho, uma seleção gratuita com 80 obras. Entre elas, dois inéditos, “Aqui Jaz Teu Esquema”, de Gabraz Sanna, e “Brizolão”, de Jéferson.

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